Quem sou eu
- Aguí
- Itanhaém, São Paulo, Brazil
- O MISTÉRIO DA VIDA, ME CAUSA A MAIS FORTE EMOÇÃO... É O SENTIMENTO QUE SUSCITA A BELEZA E A VERDADE. CRIA SENTIMENTOS DE LIBERDADE... ESSA PALAVRA QUE O SONHO HUMANO ALIMENTA. QUE NÃO HÁ NINGUEM QUE EXPLIQUE, E NINGUEM QUE NÃO ENTENDA! " JAMAIS PODERIA DEIXAR VOCÊ PASSAR PELA MINHA VIDA EM BRANCO. EU NÃO ME PERDOARIA "
terça-feira, 16 de julho de 2013
Canteiro
A voz dele chega macia, calma, e me remete a um colo quente.
De um jeito que tem tudo para mudar a vida da gente.
Quanto tempo temos?
Não, não importa saber...
O agora te pressa, para não se perder, não vagar pelos dias que
tanto se quis, tão e tanto sonhado.
Uma tarde, uma noite, um dia inteiro...
Talvez um resto de destino feito canteiro, onde vamos semear,
cuidar, colher!
Colher docilidade, coração cheio de felicidade...
como fruta madura, que deixa o doce na boca, e se estala a lingua sorrindo,
deixando o suco escorrer como criança faz.
Um canteiro onde existe ainda a esperança do viver, do ver, do sentir,
do aplaudir...um amor!
Um amor que chega trazendo calma na alma.
A voz dele chega como um colo quente.
De um jeito, que por inteiro o corpo sente.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Retina.
Não havia mais uma única escolha...
A não ser, deixar se levar pela batida da musica,
pela batida que ainda restava em seu copo, já quente.
Dançou sozinha, ela e a lua que já deixava seu rastro prateado nas ondas do mar.
Não se importava mais com o frio, da noite de inverno.
A fogueira já se extinguia, assim como ela.
Não havia mais uma única escolha...
A não ser, ver na imensa tela da sua memória, o que restou.
Se sentou na areia...e chorou!
O choro do "e agora"?
Com seus braços vazios, e lábios secos, faz a busca, pela retina dos seus olhos.
Lê palavras.
Não chamados....
Mas que diz amando, mas que diz voltando, mas que diz...
Não havia mais uma única escolha...
A não ser dormir, ali, ela e a lua, ouvindo ao longe a musica agora lenta,
que acalenta o coração sem definição para o que sente.
Ele já não mente, faz sentir o que lutou para não querer.
E lamentando sua desdita, sabe agora que perdeu a razão, ganhou o coração.
A luta chegou ao fim!
Se entrega ou faz a fuga?
Vive, o que o coração a muito pede para o tempo?
Não há outra escolha...
A muito já se perdeu, só faltava a aceitação para aquilo que o Universo
entregou em sua mão.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Perfume Floral
Não foi somente palavras...
Foi os olhares, os gestos, a forma de sorrir.
Frases pensadas, medidas, floreadas nas calçadas, nas avenidas.
Na areia quente onde se jogou as sementes.
Nada foi fácil!
E mesmo assim, foi um presente.
Se lambuzar na alegria, na noite contente,
no vinho seco, no perfume floral.
Não foi somente as palavras...
foi o beijo roubado no portão, a confusão no coração,
a mistura do desejo, do medo.
Fez a alma entrar em erupção feito vulcão.
Braços que acolheu, universo que disse:
Mereceu!
Mereceu felicidade explicita, completa.
E lá fora o silencio espreitava e ditava; é por poucas horas.
O dia raiou, e a alma chorou!
Chorou como a muito não chorava.
E descobriu, que coração mente, tão somente, para mostrar que
momentos são para ser vividos intensamente!
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Papiro Antigo.
Por tantas vezes, por tantos caminhos esperava te encontrar,
e sempre voltava do meio fio, ao meio tempo.
Por vezes, deitada, ficava de olhos abertos na escuridão do quarto,
repassando cada cena, cada palavra, cada gesto.
Nunca chorei por isso, nunca lamentei...
Aguardava!
Assim...como tesouros achados e escondidos dentro de uma floresta
densa e escura.
Te li como ninguem o fez!
Te desvendei no meu silencio, como se desvenda um papiro,
antigo...traduzido.
No tempo inteiro te reencontro, perdido...
Assim como já fui um dia, pelos teus olhos negros.
Perdido assim, em cada poro da pele minha, que te abriga, que te aninha.
Nesse tempo, hoje, que é inteiro, não te chamo, já és presente, já és contente.
Somos hoje, arvores fortes, daquela semente que um dia plantamos
no universo, feito verso!
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Como não ama-lo
Como não ama-lo...
Como não aceitar tamanho afeto, tanto carinho.
Uma alma já tão sofrida e desgastada pelo tempo,
se sente protegida dentro do abraço terno, quente e repleto de paz.
É claro que se permite!
É fechar os olhos e se deixar guiar, como sussurro no vento leve.
É brisa fresca numa tarde quente de verão.
É poesia declamada lentamente, verso a verso.
É riso largo.
É colo que te aninha e te acalenta.
É céu estrelado em noite de lua cheia.
Como não ama-lo... Como não aceitar os lábios mornos pousado em sua fronte,
e falas sem palavras, e se deixar fixar por olhos negros que com poder desvenda tua alma.
E recebe as palmas das mãos nas tuas e ganha um rio de energias cálidas, límpidas.
Como não ama-lo...Se sem um único gesto ou voz te diz - VEM-
E você aceita. Como não vivencia-lo?
Se a luz que dele irradia ilumina os dias de escuridão, e aquece a noite fria,
faz ouvir anjos cantarem, e a estrada florir.
E tudo vibra em uma só harmonia de um único dia.
Como não aceitar tamanho afeto, tanto carinho.
Uma alma já tão sofrida e desgastada pelo tempo,
se sente protegida dentro do abraço terno, quente e repleto de paz.
É claro que se permite!
É fechar os olhos e se deixar guiar, como sussurro no vento leve.
É brisa fresca numa tarde quente de verão.
É poesia declamada lentamente, verso a verso.
É riso largo.
É colo que te aninha e te acalenta.
É céu estrelado em noite de lua cheia.
Como não ama-lo... Como não aceitar os lábios mornos pousado em sua fronte,
e falas sem palavras, e se deixar fixar por olhos negros que com poder desvenda tua alma.
E recebe as palmas das mãos nas tuas e ganha um rio de energias cálidas, límpidas.
Como não ama-lo...Se sem um único gesto ou voz te diz - VEM-
E você aceita. Como não vivencia-lo?
Se a luz que dele irradia ilumina os dias de escuridão, e aquece a noite fria,
faz ouvir anjos cantarem, e a estrada florir.
E tudo vibra em uma só harmonia de um único dia.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Uma resposta.
Fiquei ali...esperando as horas passar, vendo o sol se por.
Nestes momentos novamente, pela milésima vez me pergunto
onde estarás. Uma resposta que nunca vai chegar.
Nos perdemos no tempo...no espaço, entre o sonho e a realidade.
As imagens vividas, tão já distante, brinca na minha mente...
Não seria mais a súplica, nem a sorte do destino te reencontrar pelos caminhos
trilhados por nós.
Seria magia!
Talves o sol, esse que se põe, que reverencio nas tardes de solidão,
olhe por mim, e me traga enfim, o alento para minha saudade.
E coloque em meu coração a paz, no lugar dessa ansiedade.
domingo, 21 de abril de 2013
Realidade.
Sonhos distantes...tempestivos, que fogem a realidade de um Ser normal.
Sonhos...somente sonhos, que jamais se realizaram.
Imagens que foram se formando na mente, com o passar dos dias sombrios.
Querendo que tudo fosse verdade.
Diálogos inexistentes, palavras que da mesma forma que se unem,
se desmancham... no ar.
Vontade de vida, vontade de ser, vontade de existência.
Que foge, se dissipa, que não existe,...
Sonhos delirantes, que ecoa dentro de um coração como verdade,
como saudade, como contagem...regressiva.
A mente que vaga, viaja, por histórias não vividas, por sonhos não realizados.
Só foi ...sonhado!
Uma vida dentro da solidão, de noites insones, e olhos perdidos no nada.
Uma vida existente no cansaço, na espera, do que nunca vai chegar.
sábado, 13 de abril de 2013
Eu queria tão pouco...
Não pensei que um dia eu iria sentir saudades de
não saber onde você estava.
Me pergunto se não teria sido melhor nunca mais saber.
Lembranças...
Não iria me importar de te-las guardado por toda minha vida
assim...me perguntando:
Onde aquele moço andará?
Hoje me pergunto: Um dia ele virá novamente?
No fundo da minh'alma sei que não, e me entristeço por isso.
Eu queria tão pouco...
Um abraço mais apertado, para sentir que ele estava aqui,
aquele abraço que quando a gente
dá e fecha os olhos, pensa: Nossa até que enfim!
Nos reencontramos no momento errado de nossas vidas?
Mas o que é o momento errado? O que é certo?
A vida passa, tudo passa, nós passamos,
e vamos deixar tudo para trás,
sem tempo de perguntar: E sê?
Eu queria tão pouco...
Saber mais dele, olhar no fundo dos seus olhos,
segurar as mão dele, sorrir!
Ou simplesmente ficar do lado dele silenciosamente.
As vezes o silencio fala tanto ...
Então me pergunto: Foi esse o fim?
De tanta espera, e tanto pra falar!
Não adianta mais ficar me fazendo tantas perguntas.
Não terei mais respostas.
A vida já se incumbiu de me dizer:
Segue...
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