Quem sou eu

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Itanhaém, São Paulo, Brazil
O MISTÉRIO DA VIDA, ME CAUSA A MAIS FORTE EMOÇÃO... É O SENTIMENTO QUE SUSCITA A BELEZA E A VERDADE. CRIA SENTIMENTOS DE LIBERDADE... ESSA PALAVRA QUE O SONHO HUMANO ALIMENTA. QUE NÃO HÁ NINGUEM QUE EXPLIQUE, E NINGUEM QUE NÃO ENTENDA! " JAMAIS PODERIA DEIXAR VOCÊ PASSAR PELA MINHA VIDA EM BRANCO. EU NÃO ME PERDOARIA "

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Me navegar.


Eu poderia ter ajudado você a se lapidar com a minha predisposição para o amor.
Mas você, acostumado a viver na escuridão, não soube suportar a minha luz.
O meu querer é assim, mistério e vivacidade. Querer o bem, o bom, o justo,
uma certa paz mesmo imersa em um certo caos.
O meu querer não é solitário: é solidário
Não apenas para mim, ser feliz não pode ser exclusividade
Não temer a alegria d
e outrem e jamais invejar o sorriso alheio
Que passe por mim todos os bons momentos
Meus, seus, e mesmo que eu não esteja presente
me leve em pensamento quando puder. E se não puder, que um dia possamos livremente
celebrar um reencontro. Aprender com a vida: mestre-sábia
Querer livre, sem amarras. E assim sendo permanecer juntos.
Porque se a rotina me prende, a imaginação me liberta.
Não consigo viver apenas do óbvio.
É a busca por algo novo que me movimenta. Que me transporta.
Que me transforma. Que me inspira.
Hoje moço eu não sou mais aquela menina...
E para saber quem sou, vai ter que Aprender primeiro os mistérios do rio,
para somente depois, pensar, em me navegar.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Moço...


Ele chegou onde nenhum outro se atreveu a continuar.
No lugar mais bonito de mim.
Ele tocou a música que o meu coração queria ouvir.
O "moço" tocou a minha alma.  

Um sonho acabado.



Aos poucos foi contando sua historia...
Todos os anos vividos, em letras de musicas
que caprichosamente escolhia. 
Colocou no seu presente, uma trilha sonora,
que ele não entendia.
Não soube ouvir...
O que ela queria?
Somente contar seus dias.
Sentar ao seu lado e nada dizer.
Parar seus olhos nos dele, e sorrir.
Sentir...a plenitude de um momento.
Segurar suas mãos, e olhar o mar.
Deixar o vento passar, assim como passou o tempo,
dentro do silencio de uma vida.
Silencio esse, que somente ele existia.
Sem fazer mal, se ele não sabia.
Até então, ela só escrevia...ditando sonhos,
rabiscando estrelas, vivendo na penumbra de
um passado vivido... mas inacabado.
Assim pensava.
Restou a trilha sonora, guardada no fundo de
uma caixa de sonhos, com laço que enfeita
o presente, mas que um dia tambem será passado,
Realmente acabado.

PASSOU...


Passou...As fases lunares, as marés, as estações.
Não havia mais necessidade de palavras!
Não havia o porque me deixar saber dos teus medos,
anseios, motivos, não.
Poderia ter-me deixado pensar que você se fora por um
novo amor, por novas mudanças, por novas estradas.
Para que explicar?
Para que me fazer constatar algo já embrulhado e guardado.
Nada mais vai justificar a justificativa.
Você revirou as gavetas, fechou a janela por onde entrava
um único raio de luz!
Rasgou o livro onde existia a historia da magia, contada
em verso e prosa.
Fez a lua se esconder dentro das noites estreladas.
Não socorreu a agua que descia abundante das meninas...dos olhos.
Não havia mais necessidade de palavras!
Nessas horas nos damos conta de como o silencio é
importante dentro de uma vida.
Nessas horas.
Passou...
Eu?
Me pergunto o que você fez...de você!

domingo, 13 de janeiro de 2013

Imortal


O que é o silêncio de uma alma?
É estar com a mente em ebulição onde não falamos e só pensamos?
É observar tudo ao nosso redor e preferir se calar?
É sentir o peito rasgando suas carnes por uma saudades que te grita
- Sofre, sofre bastante, porque nada irá mudar diante o que já se foi?
É contemplar o vazio, o tempo que se arrasta?
O silêncio de uma alma. 
É deixar que a paz faça morada no coração.
Mesmo ouvindo seus ecos, seus clamores, te chantageando usando a expulsão
das lagrimas que fazem arder teus belos olhos.
Mesmo que a insonia te arrebata, e faça de sua noite, longas caminhadas
por trilhas onde você já passou.
Se feriu.
Sangrou.
E se perguntou mais de mil vezes "porque"
Porque não consegue silenciar.
Fácil seria cala-la assim como fechar os olhos e nada ver?
Engano... porque nem mesmo assim ela se cala.
Existe ainda os olhos da alma, onde sonhamos, onde nos atormentamos
oramos e falamos com Deus.
O silêncio de uma alma...silêncio?
Ela nunca se cala!
Está ali... alerta, te comandando.
E nem mesmo a morte um dia a fará calar.
Porque a alma é imortal!










quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Os Vidrinhos...



Talvez...só talvez, eu tenha que abrir os vidrinhos da minha alma.
Aqueles, onde guardei tantos sonhos que logo viveríamos juntos.
Não deu tempo...para vive-los mais um pouco
Mas, ainda tem alguns, onde guardei sorrisos, palavras, amor...de nós dois.
Lembranças boas...lembranças de namorados, porque assim vivemos.
Foi felicidade, onde unimos a sorte e as escolhas bem feitas.
Não tivemos enganos, desencontros, como muitos casais que se abandonam
em promessas vazias, não!
E quando ficava longe de você (por horas ou poucos dias) encharcava minha alma
com lagrimas de tua ausência.
Sabia eu bem lá no fundo que me deixaria um dia? Que partiria antes de mim?
Talvez...Meu coração, ou meu inconsciente? Não sei dizer.
Nunca conseguimos ficar longe um do outro por mais de sete dias. Era sofrido.
Porque era amor!
Hoje fiz da minha tristeza um livro sábio, que tem um coração dentro de tantas
palavras que ali escrevo centenas de coisas, isso impede-me de esvaziar por completo.
Sem você sinto a tal fragilidade que dizia eu ter.
Sem você sinto o vazio, o oco, a areia movediça.
O amor disciplina tanto...
Hoje, eu sou a soma dos momentos que tivemos, vinte e treis anos de amor.
Que fui guardando dentro desses vidrinhos que minh'alma abriga.
As consequencias que isso me trás?
A certeza de que fomos felizes, a certeza de que nos dedicamos um ao outro, a certeza
de que decoramos o que vivemos com momentos inesquecíveis.
Meu amor te guarda!







segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Jardim




O vento bate gostoso na minha pele, lutando com os raios do sol a pino.
Eu não ligo... vou cuidando do meu jardim lentamente.
Tirando as ervas daninhas que tambem lentamente se apossa das raízes das minhas flores.
Retiro-as, mas penso se é o certo arranca-las, afinal existe vida ali.
É como a nossa vida, temos que ir limpando a nossa volta.
Mas sabemos realmente,se o que se "enrosca" as vezes em nossa vida temos que tirar pela raiz?
Existe sempre alguma coisa que queremos que renasça, mesmo dizendo a nós mesmo
que não deveria.
Teimamos em deixar um brotinho, por menor que seja, na esperança de que ali venha a nascer
uma linda arvore frondosa, ou até mesmo um arbusto de lindas flores do campo.
Isso é vida!
A esperança.
Porem existe a possibilidade desse brotinho matar de vez o que já está em flor.
O que fazer?
Quantas coisas passam pela minha cabeça, quando faço algo assim...limpar um jardim!
Meus sentidos, e sentimentos afloram. A natureza tem esse dom, que nos empresta para
cuidarmos dela, para que sejamos cuidadosos com o que ela nos dá.
E automaticamente pensar e repensar nos nossos dias, os idos, e os que ainda virão.
De baixo desse sol elas pedem agua, é o socorro, que logo virá, assim que eu terminar.
Receberam o alivio, o frescor, como um carinho.
Como eu, quando num momento de angustia peço o alivio a Deus, e quando chega, sinto
o carinho vindo de suas mãos.
Na verdade tudo está conectado, elas em nós, e nós em Deus.
Tudo é uma só energia.
Eu cuido delas e Ele cuida de mim, tirando as ervas daninhas para que eu possa florescer.
Afinal tambem sou um jardim!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O espaço vazio


Dois dias de reclusão....Uma condição que me impus.
É chegado o momento de tomar decisões para poder ir alem.
E sem monitorar meus pensamentos, pesar, analizar...eu não poderia,
nesse vai e vem da vida. Melhor foi o isolamento.
E dentro de tudo que tenho para arrumar, concertar, jogar fora, guardar
dobrar, encontrei você escondido.
Queria tirar a poeira e te guardar novamente
Mas eu preciso, agora mais do que nunca, limpar esse canto.
E na verdade sei que fui eu que te escondi de mim..
Mas quando te puxei, veio junto toda a bagagem,
todos os cadernos onde contei vagarosamente, nossa, minha, historia.
essa historia que você tomou conhecimento a pouco, sendo o ator principal
E como sempre, não quis limpar esse canto, e por um momento vacilei,
e chorei, em lembrar tuas ultimas palavras que deixou escrito a mim.
Como eu gostaria de ter um pó de pirlim-pim-pim e apagar o tudo, o todo.
O todo, o tudo, pouco vivido, mas tão intenso tão profundo.
Se você soubesse o que tem a contar o meu coração...
Ah! teria partilhado comigo a historia de "nós"
mesmo por poucos dias, por poucas horas.
Eu te guardei por tantos anos, tantos... e hoje o que resta?
O que sempre foi....O espaço vazio.
Esse mesmo espaço que sobra agora que vou limpar o canto onde te abrigo.
Teria eu dividido, e somado, meu riso junto ao teu. Aquele teu riso
que jamais pude esquecer, mas que agora é meu dever...
Pois dentro da minha realidade, sei que nunca mais vou te ver.
É preciso te esquecer, viver, sem me perguntar onde andas.
Sem mesmo você saber!